Cartel da Cevada no Wacken Brasileiro

Hoje não é 5ª feira, mas vamos de #ThrowBackTuesday mesmo, porque hoje faz exatamente dois anos que subimos no palco do 15º RIVER ROCK FESTIVAL, pra fazer uma das apresentações mais iradas da história do Cartel! 

Oito horas e mais de 620 km depois de botar tudo o que deu e o que não deu dentro de uma caranga alugada, chegamos no Centro de Eventos Rota KM 66, na BR 470 em Indaial/SC, já encontrando de cara no estacionamento os hermanos da Reytoro @reytoro.uy, um pessoal gente finíssima com quem fizemos parceria de cara; galera de mão pesada se reconhece rápido, sabe como é. Chegando no pavilhão principal do evento, fomos maravilhosamente recepcionados pelo organizador e principal fomentador do evento, o queridão do Adriano, da banda Khrofus, que estava orgulhosíssimo: depois de 14 anos de eventos itinerantes, vagando pelos rincões de SC, ele finalmente realizava o sonho de finalmente ter uma sede própria pro evento. 

Ele nos contou com olhos brilhantes cada detalhe planejado, dos postes a cada tantos metros na área de camping - “todos com 3 tomadas, pro pessoal poder carregar suas coisas tranquilo”, até os banheiros de mármore completamente equipados, chuveiros quentes e espaçosos, espelhos grandes, limpeza ímpar. Até mesmo um inusitado vomitódromo pra quem se passar na conta (genial, diga-se de passagem, ideia importada dos festivais gringos, segundo nosso anfitrião). Tudo nos trinques pra receber as mais diversas tribos do rock pesado - o festival é conhecido como “o Wacken brasileiro”, e tinha mais de trinta bandas divididas em três dias de festival nesse mesmo feriadão de independência, que em 2018 caiu nos dias 7, 8 e 9 de setembro, de 6ª a domingo. 

Queríamos ter aproveitado todo o festival, mas o rock independente precisa aproveitar cada quilômetro deslocado, e já que tínhamos recebido esse baita convite pra tocar no River Rock no sábado (em horário nobre, no fim da tarde do sábado, imediatamente antes das três principais atrações do festival - os uruguaios do Reytoro, os cariocas do Imago Mortis, e logo depois o grande Sepultura), aproveitamos pra conseguir um show em Floripa na 6a feira, e por isso chegamos no Rota 66 apenas no almoço do sábado. Foi o suficiente pra ver algumas ótimas bandas naquele palco lindaço do pavilhão central e aquecer os motores pro nosso show às 18h.  

Quando o Diabo entrou no palco ao som da intro Fronteira, o pessoal que tava meio naquele marasmo de fim de tarde se entreverou e começou a cutucar o cara do lado “Tá vendo isso? Acho que as bandas de antes falaram tanto no chifrudo que ele finalmente apareceu” e vieram tudo pra frente do palco pra ver do que se tratava. E mostramos pra eles do que o rock bagual é feito! Confesso que uma das coisas mais legais de pegar a estrada e tocar com o Cartel por aí, é ver a genuína expressão de surpresa das pessoas quando a lenha começa, as cabeças se movendo pra baixo e pra cima “meio sem querer querendo”, curtindo a sonzera e se entregando mais e mais à chalaça a cada nova música - e no final, não é só o Diabo que é da Fronteira, todo mundo já tá fazendo parte do Cartel também. O show foi um estouro - pessoal não parou de vir nos cumprimentar depois. Vendemos todo o merchandising, literalmente todo, e levaram até coisa nossa que não era merchan oficial, mas tavam querendo, então foi até boné e camisa nossos no negócio.  

Poder assar nossa carne depois ao lado do palco (porque sim, apesar do aperto, levamos nossa churrasqueira portátil) com a sensação de dever epicamente cumprido, e curtir a sonzera de nossos novos irmãos uruguaios, e o massacre do Sepultura logo depois, foi um fechamento perfeito pra um dia impecavelmente cartélico - estrada, parceria, cerveja, churrasco, sonzera monstra.  

Uma honra gigantesca ter tocado pra essa galera firmeza demais - no maior festival e mais novo paraíso do rock pesado do sul do país. Dois anos, que pensando bem, parecem que foram poucos meses atrás.

 

Esperamos voltar em breve!

Leave a comment

Add comment